Random

O Blogue da Suz contém o tudo do nada, apresentado em modo Random.

Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

Fim de tarde em Lisboa

Hoje escapei e fugi para Lisboa. À hora de ponta, mas ao contrário; o objectivo era entrar na cidade pelas 18h através de uma das minhas "portas" favoritas, Entrecampos.

Que saudades de rasgar asfalto na Av. Lusíada! É bom saber que continua a ser uma boa aliada nestas corridas contra o tempo. E as maroscas de fugir ao trânsito e procurar estacionamento. O carro até ficou num dos lugares favoritos daqueles tempos.

Pelo caminho, situações caricatas que só acontecem numa metrópole digna desse nome; junto à estação de Benfica, um grupo de jovens recém chegado de comboio ria a bom rir da ginástica de um velhote ciclista.
Regressado de umas voltinhas de bicicleta pelo Monsanto, quiçá, entretinha a maralha fazendo flexões e levantamento da bina em plena estrada, como se fosse um haltere :) a única "protecção" que tinha dos carros era estar dentro de um triângulo pintado no chão (espero que ainda esteja bem de saúde..).

No regresso, em Sete Rios, assisto a uma cena já banal no trânsito, mas que nunca tinha tido a "oportunidade" de ver ao vivo: quase-porrada. Desta feita, uma mulher numa carrinha Golf, sai do seu automóvel com uma tranca de direcção na mão, enquanto vociferava ferozmente.
Tentei perceber quem seria o alvo de tamanha fúria, o carro da frente, o do lado esquerdo, quem será; tal não foi o meu espanto quando a vejo dirigir-se de tranca em punho ao condutor do autocarro da Carris que estava na faixa da direita!

A Carris! Os intocáveis das ruas lisboetas, que fazem desejar que antes tivessemos batido num carro da polícia; eles têm SEMPRE razão, esqueçam lá a prioridade ou sinais de trânsito. O homem lá abre a janelita mas sair cá pra fora está quieto. A mulher grita-lhe cada vez mais, enquanto roda a tranca no ar, prontinha a bater na cabeça do homem; ou, em caso de manifesta falta de pontaria, no próprio autocarro.

Lá se acalma, ou o homem acobarda-se e terá piado fininho (prefiro a 2ª hipótese eheh). A mulher regressa à carrinha Golf, tranca atirada para o banco do passageiro. Convém ficar à mão, que nunca se sabe. Reparo no autocarro, estava vazio e de luzes apagadas; dirigia-se à recolha, portanto.

Saudades destas estórias. De escrever um texto destes. E, para variar, soube bem respirar algum do CO2 da rotunda de Entrecampos.


Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Upa upa!

Começou a época de caça ao filme.
Até 7 de Março inclusivé vai ser uma roda viva entre cinema, Blockbuster e videoclube do Meo. Tudo para pôr a escrita em dia no que diz respeito a Oscar nominees :)


Logo a abrir, uma dobradinha curiosa: Up e Up in the air

Ambos nomeados para Melhor Filme (este ano é só fartura) e para outras categorias interessantes.
Ambos filmes tristes e sem esperança, apesar da busca pela mensagem positiva.



fonte: Imdb


Up (em tuguês, Up Altamente) é mais uma excelente obra da Pixar, com uma história bastante adulta para a criançada captar. A mensagem de não adiar o realizar dos sonhos não deixa de ser confrontada com a realidade da vida. Podemos até conseguir cumprir objectivos distantes, mas num estado de incompletude. Para comic relief (sim, continua a ser um filme de animação), temos os cães falantes, o castigo do mau, e o faz de conta de voar pelos céus, seja de dirigível, ou numa casa elevada por balões.




fonte: Outnow


Up in the air tem para mim um cenário de sonho. Freak dos aviões e aeroportos como sou há anos, é uma delicía assistir a multiplos check-in, take off, final calls :P
Para o comum dos mortais, a vida da personagem do mister Nespresso é horrível, mas até que lhe acho alguma piada. Com a devida consciência que um dia aquilo farta.

O problema neste filme é que quando ele se apercebe disso, e tem vontade de mudar, a vida impõe-se-lhe de forma no mínimo irónica. E fica a ideia: valerá a pena tentar? Eu concluo que sim, se for pela própria pessoa e não por alguém.

Gostei do desempenho da actriz Anna Kendrick. A personagem da menina certinha, com planos e datas para as coisas acontecerem, é uma lição para muito boa moça que anda por aí. So far, é a minha aposta para Melhor Actriz Secundária.



Coming up next:

- The Hurt Locker (Estado de Guerra)
- Invictus

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

Sinto-me

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Song from memory lane on a shitty day

Desde há uns meses que em vez do tradicional rádinho como música ambiente, tenho uma big tv ligada todo o santo dia na VH1.

Sendo este um canal equilibrado entre o último grito dos tops americanos/ingleses e as velhas glórias cheias de teias de aranha, de vez em quando dou por mim a skypar os meus colegas com uns "eish!", "jazuzz!", "olha esta!!", "há tanto tempo que não a oiço, 15 anos praí!!", "ai mê coração não aguenta", e coisas do género :)

Ainda por cima sendo uma 80's lover, pode dizer-se que a VH1 enche-me as medidas, principalmente com os famigerados Top 10 logo pela manhãzinha.

Hoje foi a vez dos Van Halen, e caneco... a memória daquele concertaço de 1995 com Ugly Kid Joe/Van Halen/Bon Jovi arrancou-me um reconfortante inner smile, que me ajudou a aguentar o dia.
E posso garantir sem ponta de exagero que já não ouvia esta há uns bons 15 anos:

Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

Já tinha saudades :)


fonte: Google



Águinha boa nos ombros e costas....



fonte: Google



E depois, uma horinha disto....


* A Massagem Ballotin, é feita com os denominados “ballotins”, que são uns “saquinhos”, que contêm, no seu interior, várias pedras provenientes da Ilha de Bali, que reúnem um vasto conjunto de minerais, que por sua vez, possuem fortes propriedades de rejuvenescimento e de energização e que objectivam a descompressão e a libertação de energias retidas no corpo.

* Na Massagem Ballotin, são aplicadas várias técnicas de compressão, sobre pontos energéticos, localizados ao longo dos mer
idianos, executadas com os “ballotins”, os quais são previamente aquecidos, gerando uma profunda sensação de bem-estar e um elevado nível de relaxamento, removendo os nódulos de tensão, eventualmente, existentes.

* A Massagem Ballotin, prossegue com a aplicação de um óleo aromático (Óleo de Coco, Calândola, Mandarina ou Manteiga de Karité ou outro óleo corporal natural), preparando, assim, o corpo para uma massagem bem relaxante.

* Durante toda a massagem, são usados vários aromas relaxantes e música, especialmente seleccionada para o efeito, proporcionando um relaxamento profundo e combatendo estados de elevado stress, actuando, igualmente, ao nível dos sistemas linfático, respiratório, digestivo e circulatório, com estímulos que os reequilibram e tonificam, sendo o sistema imunológico, igualmente, beneficiado.




Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhh..... :P


Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

Homens da Luta à Eurovisão!


fonte: Blitz




Toca a votar pá!


Shot through the heart!


fonte: Blitz


A confirmar-se este palpite, matava-me toda! :P


Quinta-feira, Janeiro 14, 2010

Para o Haiti e o resto do Mundo

No meio da catástrofe, só consigo pensar nesta música:


Sexta-feira, Janeiro 08, 2010

M

fonte: Google





Vai alta a nuvem que passa,
Vai alta a nuvem que passa,
Branca, desfaz-se a passar,
Até que parece no ar
Sombra branca que esvoaça.

Assim no pensamento
Alta vai a intuição,
Mas desfaz-se em sonho vão
Ou em vago sentimento.

E se quero recordar
O que foi nuvem ou sentido
Só vejo alma ou céu despido
Do que se desfez no ar.

Fernando Pessoa (1933)


Segunda-feira, Janeiro 04, 2010

Avatar


fonte: Outnow



Não percebo as pessoas que me dizem que a estória do filme não tem nada de especial. Que é muito previsível. E que o filme vale pelos efeitos, sim, mas estavam à espera de mais.

Mais o quê, exactamente? Podem explicar?

Avatar cumpre tudo aquilo a que se propõe, tanto a nível de argumento como de construção. O argumento é riquíssimo, vão-se lixar! Está ao nível de O Senhor dos Anéis: mundos, línguas, todos os preciosismos pensados de raíz, nada é deixado ao acaso. Mas porque o James Cameron não é professor de linguística, não vamos reconhecer o argumento como bom para este filme?

A mensagem do fime fez-me lembrar o despertar de consciência ecológica conseguido com o Princess Mononoke. Repetitivo? E Copenhaga? Este filme vem na altura certa. A Humanidade é tacanha, precisa de filmes como o Avatar como um balde de água fria para acordarem para a realidade. "ah mas esta estória é parecida com as de outros filmes"; não são as guerras em que o mundo se mete parecidas? E não as continua a fazer?

E os efeitos? Sim, o Matrix tornou-se vintage. Um deslumbre absoluto desde a primeira incursão no mundo dos Na'vi, que só abandona o público quando se acendem as luzes da sala de cinema.
Tal como a personagem Jack Sully, é com um suspiro de pesar que retiramos os óculos 3D e quebramos a ligação àquele mundo. Fica a marca dos óculos no nariz (sempre são 3 horas!), e a vontade de ver o filme outra vez - até fazer crosta :P
(obrigada Medeia Card!!)

Domingo, Janeiro 03, 2010

2010