2013 Reading Challenge

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domingo, abril 29, 2012

Borders @ Oxford Street

Em tempo de Feira do Livro, soube desta notícia triste. Aconteceu em 2009, e só hoje tive conhecimento, o que me deixa duplamente triste (it's been a very long time..).

A livraria Borders em Oxford Street fechou. Aqueles maravilhosos 4 pisos repletos de livros, e com um Starbucks de brinde, já não existem.
Darn.. a FNAC é uma capela comparada àquela catedral...

..foi onde comprei os meus Calvin & Hobbs...

No more. Never again.

:(

sexta-feira, abril 06, 2012

O Sentido do Fim

The Sense of an EndingThe Sense of an Ending by Julian Barnes

My rating: 3 of 5 stars


Um boa reflexão sobre a amizade e a memória. E como o tempo influencia ambas. Gostei da escrita franca e do twist final. No entanto há partes em que parece que a estória pára e fica suspensa até subitamente acontecerem uma série de eventos.



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quinta-feira, maio 26, 2011

Voltei a ler



Há um ano que não lia um livro. A sério.
Quem me conhece há muitos, muitos anos poderá ficar incrédulo; "Tu?! Não ler há um ano? Disparate!".

Ah pois é.
A internet, as vicissitudes da vida, o cansaço, a rotina, as muitas horas de trabalho (bem-vinda à idade adulta) afastaram-me dos livros. Os meus primeiros melhores amigos. Aqueles que nunca me deixaram sentir-me uma pessoa só.

Há um ano comecei a ler o "Viver para contá-la", biografia do Gabo. Dei-lhe um grande avanço, mas não consegui acabar. Isto apesar de me ter "internado" num resort durante 12 dias, completamente entregue ao dolce fare niente.

Ou seja, há mais de um ano que não consigo acabar de ler um livro. Assustador..

Espero que o enguiço tenha sido quebrado, pois terminei hoje "O clube do cinema", que adorei. Trata-se de uma viagem ao mundo do cinema como plataforma de educação de um filho adolescente que abandona os estudos. Foi-me oferecido por um bom amigo, também ele amante dos livros e actualmente desgarrado das leituras.
Depois do meu filho nascer, a impressão que guardo da estória é mais pessoal que nunca. Acho que noutro nível da minha vida que não este, não me iria aperceber da ternura e carinho com que o autor pinta as palavras que descrevem o seu filho. Acredito que para um pai, a leitura deste livro será causadora de vários arrepios na espinha.


Recomendável a toda a gente. E especial para parents movie lovers :)

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

The schoking truth




Foi com a colecção Os Cinco que me iniciei no mundo da leitura. E onde estourei as primeiras poupanças de criança, na Feira do Livro :)
Lembro-me que não comecei pela ordem correcta; creio que o primeiro livro foi o nº 9, Os Cinco e a Ciganita. A partir daí, foi um devorar de toda a colecção. Quando li todos os livros, começaram as releituras, em média três a seis vezes cada livro.

Ainda tenho a minha colecção de Os Cinco. Alguns livros mais estragaditos - iam comigo para todo o lado, inclusivé à praia - outros mais compostos. E lembrei-me que giro seria o Gabriel iniciar-se na leitura através dos mesmos livrinhos.

Nem seria, nem será. Com o raio do acordo ortográfico, toda a minha biblioteca infanto-juvenil é considerada imprópria para as futuras crianças de 7 anos. O garoto não poderá ler livros com palavras diferentes das que aprende na escola, né?
:S

E fiquei triste e desapontada. Que caneco!

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Merry Xmas literário

Recebi esta imagem através de um email de Boas Festas e resolvi partilhar:





Acho que o bichinho dos livros voltou a atacar-me em força, e ainda bem :)

Boas festas a todos!

quinta-feira, setembro 17, 2009

Leituras

Férias. Praia. Tardes livres. Livros. Ler.




fonte: Google

segunda-feira, maio 11, 2009

Feira

fonte: Suz



A Feira do Livro.


Local de romaria desde os meus 8/9 anos. Não sei a idade precisa, mas lembro-me que a primeira grande desgraceira foi no stand da Editorial Notícias. Comprei o resto da colecção de Os Cinco que me faltava.


Desde então que tenho ido todos os anos. Uns mais abonada, outros mais comedida. Mas vou sempre percorrer as alamedas de livros, espreitar as novidades, reencontrar edições que julgava perdidas, conhecer os autores, ouvir a lista dos livros dos dia pelos altifalantes.


Não me posso queixar da safra, foram poucos mas bons :) Agora é começar a ler, ler, ler...venham as férias e será o crime perfeito!


quinta-feira, abril 23, 2009

Mais uma peregrinação anual


fonte: Suz



Nova Feira do Livro de Lisboa
30 de Abril a 17 de Maio

As inscrições para a Nova Feira do Livro de Lisboa encerraram no passado dia 20 de Março tendo decorrido a um ritmo assinalável e concluído com uma elevada participação dos mais diversificados representantes do sector do livro, a todas as dimensões e em todas as suas componentes.


Num contexto de renovação visual e estrutural, os visitantes da 79ª Feira do Livro de Lisboa, poderão encontrar, no Parque Eduardo VII, um certame com uma imagem completamente renovada. A organização do espaço terá em linha de conta as diferentes faixas etárias dos visitantes e os eventos decorrerão em locais reservados para o efeito.

Haverá uma Esplanada Central, uma Esplanada Jovem, cujo público alvo serão os jovens dos 16 aos 25 anos, e um Espaço Infantil destinado a crianças dos 4 aos 12 anos. Nestes locais, decorrerão inúmeras actividades que se espera, façam desta Feira, um espaço a visitar com muita expectativa e agrado.

Os visitantes vão igualmente usufruir de um novo horário, com abertura antecipada para as 12:30 horas e encerramento às 20:30 horas durante os dias úteis, assim como de apoios de restauração e uma orientação sinalética optimizada.

UPDATE - Horários
De 2ª a 5ª, a feira abrirá às 12:30 e encerrará às 20:30.
Às 6ªs, Sábados e vésperas de feriado encerrará às 23:00.

Às 6ªs manterá o horário de abertura às 12:30 enquanto que aos Sábados, Domingos e Feriados abrirá às 11:00 encerrando aos Domingos às 22:00.

Fonte: APEL

terça-feira, novembro 25, 2008

Livros, livros, livros!

fonte: Google




A Wook, a maior livraria virtual portuguesa, coloca a partir de terça-feira um milhão de livros grátis na Internet, numa iniciativa inédita de promoção da leitura, anunciou esta segunda-feira a Porto Editora, proprietária desta livraria online, noticia a Lusa.

«Nos próximos dias, livros como A Viagem do Elefante, A Vida num Sopro ou O Priorado do Cifrão estarão disponíveis a preço zero», refere a Porto Editora, num comunicado enviado à Lusa, aludindo aos mais recentes livros de José Saramago, José Rodrigues dos Santos e João Aguiar.

A campanha, que começa terça-feira, vai permitir «durante três dias, em determinadas horas, disponibilizar um milhão de livros com 100 por cento de desconto».
Para ter acesso a esta campanha é necessário estar registado na Wook e, depois, ficar atento aos anúncios que assinalam o início dos denominados «Momentos Wook».

«Os primeiros mil clientes que tiverem a sorte de encontrar um dos seus livros preferidos com 100 por cento de desconto, e rapidamente confirmarem a encomenda, serão os felizardos», salienta a Porto Editora.

Fonte: IOL




terça-feira, junho 03, 2008

O encontro

Em tempo de Feira do Livro, fica este magnífico texto enviado por um amigo:



***

Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.

Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se.

Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento. Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.

Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.

Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.

Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.

Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.

Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

Nisto a porta abriu-se repentinamente.

Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.

Que loucura, meu Deus!

Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.

Só que, as condições eram estas:

Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história.

Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.


Fernanda Braga da Cruz

***


Magnífico! :)

quarta-feira, maio 21, 2008

Habemus Feira!

fonte: Google


Depois das divergências entre a Associação Portuguesa de Autores e Livreiros e a União de Editores Portugueses, a montagem da 78ª edição da Feira do Livro de Lisboa já recomeçou.
As associações e a Câmara Municipal chegaram a um acordo. Em causa estava a participação do grupo Leya com um espaço diferenciado no recinto.

Vasco Teixeira liderou a delegação da APEL nas negociações com a Câmara e a UEP.
Sob risco de perder os apoios financeiros da autarquia, que entretanto suspendeu a montagem da Feira, as entidades concordaram em permitir, a título excepcional, os stands próprios do grupo de Paes do Amaral.

Por sua vez, a APEL assegura-se na continuidade da organização do evento sob promessa de o modernizar.
A APEL defende é que esta feira não é dos editores, é dos livros, e é dos autores.
Com o espaço justo mas uma estética diferente, os livros de autores como José Saramago ou António Lobo Antunes estão assim confirmados no Parque Eduardo VII.


A Feira do Livro de Lisboa abre ao público no Parque Eduardo VII dia 24 de Maio, sábado, às 15h00 e encerra no dia 15 de Junho, informou hoje a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, APEL.

Segundo a associação, a cerimónia oficial de inauguração realiza-se, no sábado, às 17h00.
A Feira abre, de segunda a sexta-feira, às 16h00, aos sábados, domingos e Feriados às 15h00, e no dia 1 de Junho (Dia Mundial da Criança) às 10h00.

As horas de fecho são as seguintes: de domingo a quinta-feira, 23h00, sextas-feiras, sábados, véspera de feriado e último dia, 24h00.


Fonte: Sic / Expresso

quarta-feira, abril 16, 2008

Ensaio sobre a cegueira

fonte: Google




"Blindness", filme assinado por Fernando Meirelles, a partir do romance "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago, chega a Portugal em Novembro, anuncia a Castello Lopes.


Antes da exibição comercial no nosso país, estreia na 65ª edição do Festival de Cinema de Veneza, em Agosto, e será exibido no festival de Toronto, no Canadá, em Setembro, revela o IMDB.


Nos papéis principais estão Julianne Moore, Mark Rufallo e Danny Glover. O filme é descrito como um thriller que parte do caso de um homem que subitamente fica cego.



A cegueira branca e apocalíptica afecta uma comunidade inteira, com excepção de uma mulher, gerando o caos e despertando o que de pior existe na natureza humana.



José Saramago sempre se mostrou renitente perante a ideia de conceder os direitos de adaptação das suas obras, mas desta vez deu o seu aval ao projecto, muito por culpa do realizador escolhido, o autor de "Cidade de Deus" ou "O Fiel Jardineiro".



A película falada em inglês foi filmada no Canadá, Uruguai e Brasil, com um orçamento de 20 milhões de dólares.


O actor mexicano Gael Garcia Bernal e os brasileiros Alice Braga, Plínio Soares e António Abujamra também participam na produção.



Ao longo dos últimos meses, Fernando Meirelles foi partilhando as peripécias dos processos de rodagem e montagem do filme, através do blogue que criou para esse efeito.


Aí, o realizador explica, por exemplo, o que lhe chamou a atenção nesta história: "Ela expõe a fragilidade desta civilização que consideramos tão sólida. A metáfora da cegueira branca ilustra bem a nossa falta de visão".



Noutra mensagem revela com ironia como foi surpreendido pelas inúmeras críticas que o filme recebeu nas sessões de teste e de que forma foi possível ajustá-lo ao gosto dos vários agentes.


Já foram avançados o trailer e o poster do filme, cuja fotografia é opressivamente luminosa.





Fonte: Estreia



quarta-feira, fevereiro 20, 2008

É fodido, o Amor..

Elogio ao Amor

Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.

Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.

O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.

Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.

Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra.

O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".

Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.

O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz.
É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.

O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos.

E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber.
É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder.
Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.


Miguel Esteves Cardoso

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Fim de semana Calvin & Hobbes

fonte: Google

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Thought

"Quando se é feliz muito novo, a única obsessão que se tem é aguentar a coisa. Vive-se ansiosamente com a desconfiança, quase certeza da coisa piorar. O pior é que as pessoas que se habituaram a serem felizes não sabem sofrer. Sofrem o triplo de quem já sofreu. É injusto mas é assim. No amor é igual. Vive-se à espera dele e, quando finalmente se alcança, vive-se com medo de perdê-lo. E depois de perdê-lo, já não há mais nada para esperar. Continuar é como morrer. As pessoas haviam de encontrar o grande amor das suas vidas só quando fossem velhas. É sempre melhor viver antes da felicidade do que depois dela."


Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, outubro 22, 2007

Será lobby concerteza!

fonte: Google


"A autora dos livros de Harry Potter confirmou os rumores que há algum tempo andavam a circular. Albus Dumbledore, director da escola de magia de Hogwarts é gay. Segundo a CNN, foi perante uma «casa cheia» no Carnegie Hall que J.K. Rowling revelou: «Dumbledore é gay». A revelação surgiu em resposta a uma pergunta de um fã que quis saber se o director de Hogwarts encontrou o «amor verdadeiro».

A autora explicou depois que Dumbledore se apaixonou pelo rival Gellert Grindelwald, mas acabou por se decepcionar com ele. «Estar apaixonado por cegar-nos», disse J.K. Rowling, que adiantou que este amor foi a «grande tragédia do feiticeiro».

J.K. Rowling não teme que esta revelação seja mal vista pelos grupos mais conservadores. Recorde-se que os livros já foram duramente criticados por muitos católicos, que a acusam de promover a bruxaria. Mas a autora diz que vê a sua obra como «um argumento a favor da tolerância»."




Já estou a imaginar as mentes limitadas a relerem avidamente todos os livros da colecção, à procura de referências subliminares homossexuais e quiçá pedófilas, tal como fizeram nos livros da colecção Os Cinco, onde "encontraram" incentivos ao racismo e xenofobia...


sigh.. haja pachorra!

terça-feira, maio 22, 2007

Peregrinação cool


fonte: Suz




Depois dos Óscares e do novo cartaz dos gelados da Olá (Cornetto de leite-creme = mham!), chega aquele que considero como o 3º momento-chave de cada ano: a Feira do Livro de Lisboa

Local de devota peregrinação desde os meus tenros nove anos, a Feira teve edições memoráveis e outras menos boas. O sucesso das ditas normalmente depende do....... er.... ...chamemos-lhe plafond, disponível para aglutinar livros e mais livros e mais livros!

Houve tempos que até mochila levava, para ir guardando as aquisições e assim ficar com as mãos livres para explorar à vontade. Mas ultimamente, a maturidade literária já vai sendo outra, e as compras são alvo de maior ponderação (felizmente para a carteira também!).

Segundo a tradição, vou ao Parque Eduardo VII por duas vezes durante o certame: a 1ª para explorar, a 2ª para torrar guita. Mas as novas tecnologias ajudam a reformular modas e ultimamente vou lá apenas uma vez um dia inteiro, mas todos os dias espreito a lista dos livros do dia no site, no caso de haver alguma pechincha imperdível.

Este ano ainda não tenho nada específico em mente, acho que vou deixar que a Feira me conduza. O desafio maior será encontrar espaço para os livros que se seguem (ver foto)....

:)